Telemedicina pode ser regulamentada durante pandemia

Telemedicina pode ser regulamentada durante pandemia do coronavírus

O Senado vota nesta semana um Projeto de Lei para regulamentar a telemedicina durante a pandemia do coronavírus.

Com a metodologia, consultas de caráter emergencial podem ser feitas por aplicativos que permitem a ligação em vídeo. A intenção é proteger médicos e pacientes do contágio e desafogar o sistema de saúde.

A liberação da prática já movimenta o mercado e muitas empresas se organizam para oferecer o serviço. Defensor da prática, o cirurgião Luiz Fernando Lobo ressalta um ponto positivo do atendimento à distância.

“Eu tenho um prontuário eletrônico, ele disponibilizado por uma empresa vai facilitar que eu mantenha um contato direto e possa ver o tempo todo o contato que tenho com cada um dos pacientes.”

Alguns críticos temem que a prática deixe o atendimento médico impessoal. Entretanto, o médico e fundador do Instituto Horas da Vida, João Paulo Nogueira, diz que a telemedicina não vai substituir a interação humana.

“E nesse momento ela vai fazer a diferença para poder acolher e solucionar a dúvida da maneira de forma mais simples. Mas não podemos perder a humanização, porque ela não depende da telemedicina.”

Pacientes em tratamento com doenças crônicas poderão ser consultados remotamente.

O diretor de marketing e atendimento ao cliente do Doutor Consulta, Renato Pelissaro, ressalta, porém, que nem todas as especialidades conseguem atender desta forma.

” A gente apresenta quais são as situações que conseguem ser atendidas por videoconferência. Então se durante o atendimento o médico entender que aquele caso requer uma consulta presencial, ele direciona.”

A telemedicina foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em 2002, mas até a chegada do coronavírus no Brasil, só podia ser aplicada em alguns casos.

especialista em Direito Médico, Fernanda Zucare, chama atenção para aspectos legais da prática. “O médico deve sempre solicitar um termo de consentimento, informando de forma clara e transparente que o atendimento será feito por tele consulta, que ele entendeu e passou todas as informações.”

Caberá ao Conselho Federal de Medicina regulamentar a telemedicina para além da pandemia de coronavírus.

*Com informações da repórter Nanny Cox

https://jovempan.com.br/programas/jornal-da-manha/telemedicina-regulamentada-pandemia-coronavirus.html

 


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