
GSF trava investimentos externos, diz CEO da Engie
Eduardo Sattamini disse que sem solução para problemas do passado, “fica complicado justificar para seu controlador lá fora que você precisa fazer novos investimentos”
Mesmo com o real altamente desvalorizado, favorecendo a atração de investimentos de empresas que possuem receitas em moedas fortes, a falta de solução para “os problemas do passado” pode ser um obstáculo ao aproveitamento dessa janela de oportunidade, avalia o CEO da Engie Brasil, Eduardo Sattamini. O foco principal do executivo é o imbróglio do risco hidrológico (GSF na sigla em inglês) que se arrasta no Congresso Nacional pela terceira legislatura consecutiva, afetando as receitas das geradoras hidrelétricas.
“Se não resolvemos os problemas do passado, fica complicado justificar para seu controlador lá fora que você precisa fazer novos investimentos”, disse Sattamini durante webinar com outros líderes de empresas promovida pelo escritório Leite, Tosto e Barros Advogados. A aprovação do PL 3.975, atualmente no Senado após já ter passado pelo próprio Senado e pela Câmara de Deputados, com outros números de identificação, seria, na avaliação do executivo, a sinalização de compromisso com os contratos e com o regramento estabelecido que falta para impulsionar os investimentos externos no país, ainda mais nesta quadra cambial favorável.
“Neste sentido, queremos tocar nossos investimentos, mas queremos antes respeito aos contratos e estabilidade regulatória, coisas que não estamos vendo”, afirmou. A Engie é a maior geradora privada em operação no Brasil, com 10.431 MW de capacidade instalada, sendo 8.102 MW em geração hidrelétrica.
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