Decisão de acautelar provas no Supremo não é usual e poderia obstruir investigação, avaliam juristas

A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter lacrado o material apreendido na operação para apurar suposto esquema de fraude no Banco Master não é uma medida usual, de acordo com especialistas em Direito Penal. O magistrado recuou da decisão, no início da noite, após reação negativa do caso, e determinou que as provas sejam encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O doutor em direito penal e professor da PUC-SP, Conrado Gontijo, avalia que a medida poderia não atrapalhar o inquérito, já que, na avaliação dele, os investigadores devem ter acesso ao material apreendido.

“Isso não pode prejudicar o acesso do material apreendido pela Polícia Federal, pelo MPF e, inclusive, pelas defesas dos investigados. O acesso a esse material, necessariamente, deve ser assegurado a todos os atores do procedimento, tanto para a construção de eventuais acusações, quanto para o exercício da defesa. Acredito que, rapidamente, esse material será submetido às análises investigatórias e periciais necessárias, sem que essa providência do ministro, apesar de não usual, prejudique a tramitação do inquérito”, afirma Gontijo.

Leia a notícia completa no site do Valor Econômico


Posts relecionados

Compra dos EUA acirra receios sobre futura vacina

"Na hipótese de a OMS ser ignorada e algum país acabar ficando sem...

Inclusão de Bolsonaro no inquérito das fake news

Especialistas ouvidos pela CNN apontam vícios no processo do STF, mas conexão do...

Fale conosco

Endereço
Rua Wisard, 23 – Vila Madalena
São Paulo/SP
Contatos

(11) 3093 2021
(11) 974 013 478