Só sequência da investigação pode apontar eventual crime de advogado de Bolsonaro ao abrigar Queiroz
Ainda não é possível apontar irregularidade de Wassef; só apurações podem identificar possíveis condutas de favorecimento ou obstrução
18.jun.2020 às 23h15
SÃO PAULO Só uma investigação mais aprofundada poderá apontar se o advogado Frederick Wassef cometeu um eventual crime ao abrigar Fabrício Queiroz, amigo do clã Bolsonaro, em seu imóvel em Atibaia (SP).
A avaliação de especialistas em direito penal consultados pela reportagem é que, sem maiores apurações, não se pode afirmar que o advogado cometeu irregularidades.
Porém, a depender do que for descoberto, pode-se chegar à conclusão de que houve possíveis práticas dos crimes de favorecimento pessoal e de obstrução da Justiça (atrapalhar uma investigação que envolva organização criminosa).
“(…) A advogada Fernanda Tórtima diz que a discussão a respeito do caso é complexa e muito precisa ser esclarecido antes de se discutir a possibilidade de atribuir conduta ilícita ao advogado.
“Primeiro é preciso saber se o investigado realmente estava escondido na casa do advogado. Segundo, ao que parece a existência de mandado de prisão não era do conhecimento do advogado. Pelo que se sabe, o Queiroz não estava na condição de foragido”, afirma.(…)

