
Renovo o convite para o Curso de Introdução à Política do IREE

Reinaldo Azevedo – Colunista do UOL
Caras e caros, já fiz o convite e volto a publicar o post.
O Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE) lança, a partir de 1º de junho, o “Curso de Introdução à Política (CIPOL)”, que tem como coordenadores científicos o advogado Walfrido Warde, que preside o IREE, e o professor Rafael Valim.
O curso consiste num conjunto de 33 aulas, ministradas a distância, por 29 nomes ligados ao debate público nacional: há professores universitários propriamente, economistas, advogados, políticos e cientistas sociais. A marca, como se poderá ver pelos nomes, é a pluralidade de abordagens — depende da área de atuação de cada um — e de pontos de vista.
O grupo de professores reúne pessoas que participam do debate público com visões, muitas vezes, antagônicas.
Este escriba ministrará a primeira aula. Sou tentado a escrever essa palavra “aula” entre aspas para operar certo deslocamento de sentido, embora não goste do procedimento. É que não me sinto um professor — e estarei entre professores. Num curso à distância, no entanto, essa é a designação de praxe.
Falarei sobre o trabalho da imprensa brasileira nestes tempos de múltiplas crises.
Você encontra mais informações a respeito do curso AQUI.
Aceitei o convite porque vivemos dias de silêncio barulhento, buliçoso. Não pretendo que isso seja só uma contradição jocosa. O “silêncio barulhento” consiste na expressão ruidosa de opiniões nas redes sociais que vagam, solitárias, numa algaravia de outras opiniões também solitárias, que jamais encontram um lugar ou para a divergência civilizada ou para a convergência profícua.
Parece-me que a iniciativa do IREE atua efetivamente para a construção de uma interlocução hoje ausente no país. É certo que, ao fim do curso, não vamos todos nos dar as mãos e declarar que alcançamos a paz perpétua. Mas é certo que todos estaremos fazendo uma aposta na radicalização — vale dizer, no aprofundamento — da experiência democrática.
Isso é particularmente importante porque vivemos um tempo em que a tentação disruptiva passou a falar a linguagem da extrema direita, saudosa de um passado que nunca houve e mirando um futuro que, segundo os parâmetros conhecidos da democracia, soa como distópico. Como chegamos a esse ponto? Como sair dele?
Além deste que escreve, ministrarão aulas no Curso de Introdução à política:
– Lira Neto
– Jessé Souza
– Guilherme Boulos
– Márcia Tiburi
– Vladimir Safatle
– Adilson Moreira
– Adriana Ancora de Faria
– Alysson Mascaro
– Antoninho Trevisan
– Antônio Corrêa de Lacerda
– Christian Laval
– Claudio Gonçalves Couto
– Conrado Hübner Mendes
– Eneida Desiree Salgado
– Guilherme Mello
– Gustavo Ungaro
– Isabel Kalil
– Luciana da Cruz Britto
– Luciana Zaffolon
– Luciano Coutinho
– Luiz Gonzaga Belluzo
– Parícia Valim
– Paulo Rabello de Castro
– Pedro Serrano
– Raul Jungmann
– Rubens Casara
– Silvio Almeida
– Taylisi Leite
– Valdir Moysés Simão
– Veniton Tadini
– Ynaê Lopes dos Santos
– Wanderson Flor do Nascimento
Dados os nomes, parece que se vai realizar o propósito expresso na página de apresentação do curso: abordar “temas como democracia, história, economia, poderes do Estado, Constituição, globalização e polarização política”.
Acho, como canta Caetano Veloso em “Nu com a minha música”, que, por aí, pode haver uma “trilha clara para o meu Brasil, apesar da dor”.
Para se inscrever, clique aqui.
A gente se encontra no CIPOL
