O Congresso está aprovando leis que dificultam ou facilitam empreender?

O Congresso está aprovando leis que dificultam ou facilitam empreender?

O Congresso Nacional tem discutido e aprovado uma série de medidas com potencial para alterar a rotina de quem empreende no Brasil.

Em meio a propostas que prometem simplificar processos e incentivar a formalização, também avançam projetos que criam novas exigências para empresas.

Ao mesmo tempo, o Congresso também analisa iniciativas destinadas a reforçar mecanismos de segurança e fiscalização, o que pode representar aumento da burocracia em determinados procedimentos.

Os pequenos negócios representam a maior parte das empresas brasileiras e respondem por parcela significativa da geração de empregos no país.

Por isso, alterações legislativas que afetem custos, tributação ou processos de abertura de empresas costumam produzir impactos diretos sobre milhões de empreendedores.

Para Diego Rodrigues, advogado do escritório Arake, Tomazette, Borges & Glicério Advogados, não é possível classificar o atual cenário legislativo como exclusivamente favorável ou desfavorável aos empreendedores.

Reforma Tributária concentra parte das mudanças
Entre as medidas já aprovadas, a regulamentação da Reforma Tributária é considerada uma das transformações mais relevantes para o setor produtivo.

A Lei Complementar nº 227/2026 introduziu mecanismos como o chamado split payment (pagamento dividido), sistema que altera a forma de recolhimento dos tributos sobre o consumo. Rodrigues explica que a novidade pode reduzir parte da complexidade tributária.

Segundo especialistas da área tributária, setores intensivos em prestação de serviços acompanham com atenção a implementação das novas regras, justamente porque eventuais alterações na carga de impostos podem influenciar preços, margem de lucro e competitividade.

Projetos buscam incentivar novos empreendedores
Além da Reforma Tributária, o Congresso também analisa iniciativas voltadas à ampliação da formalização de profissionais autônomos e trabalhadores da economia digital.

Outra proposta em discussão foi aprovada pela Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados e inclui o empreendedorismo entre os direitos fundamentais previstos no Estatuto da Juventude.

O projeto prevê estímulos como linhas de crédito específicas, programas de capacitação técnica e apoio à criação de startups e microempresas.

O texto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e, posteriormente, pelo Senado antes de seguir para sanção presidencial.

Novas exigências também preocupam empresas
Ao lado das iniciativas de incentivo, há projetos que despertam preocupação por criarem procedimentos adicionais para abertura e alteração de empresas.

A simplificação de processos continua sendo uma das principais demandas apresentadas por micro e pequenos empresários, especialmente durante a abertura de empresas e o cumprimento de obrigações acessórias.

Leia a íntegra em O Brasilianista


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