Com nova secretaria, Ministério Público de SP quer acelerar extradições e capturar mais bens do crime
O advogado Marlon Gerolin já não tinha para onde correr quando a Interpol (polícia internacional) o encontrou na comuna de Pavia, na região norte da Itália, em 20 de outubro de 2025. Dali em diante seu destino já era previsível.
Condenado a dez anos e dez meses de prisão por uma tentativa de homicídio praticada em 2005, quando tinha 25 anos, Gerolin foi extraditado para cumprir pena no Brasil 21 anos depois, em 19 de agosto de 2026.
Desembarcou no aeroporto de Guarulhos (na Grande São Paulo), onde a Polícia Federal o aguardava, e seguiu para a penitenciária 1 de Presidente Venceslau (no interior do estado). Está hoje numa cela individual que atendeu aos requisitos exigidos pela Itália e pela Corte Europeia de Direitos Humanos durante o processo de extradição.
A iniciativa faz sentido, diz o advogado Leonardo Massud, sócio do Massud, Sarcedo, Andrade e Hachul, porque aprimora as condições nas quais a cooperação internacional acontece —”em especial nos casos envolvendo organizações criminosas transnacionais e o fluxo de capitais”.
Na mesma linha vai o advogado Sergio Bessa, para quem a estrutura especializada “tende a produzir pedidos mais bem instruídos, diminuindo a chance de devolução”.
A Secretaria de Cooperação Internacional não é a única estrutura criada ou ampliada pelo Ministério Público de São Paulo para dar suporte a promotorias em casos de maior complexidade.
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O patrimônio pode ser objeto da ação quando for produto da atividade ilícita, tiver sido utilizado para praticá-lo ou servido a ocultar recursos de origem criminosa. A ação é independente do processo penal.
Leia a íntegra em Folha de S.Paulo
