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Bolsonaro genocida é retórica sem base jurídica, dizem especialistas
Erros do presidente diante da Covid, por outro lado, podem resultar em condenação por mecanismos internacionais
Géssica Brandino
O sobrenome Bolsonaro associado ao termo “genocida” se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após o youtuber Felipe Neto ser intimado no início desta semana a prestar esclarecimentos por ter usado o termo para qualificar o presidente da República.
Em Brasília, nesta quinta-feira (18), também com base na Lei de Segurança Nacional, da ditadura militar, manifestantes foram detidos por exibirem desenhos associando o presidente a uma suástica nazista e um cartaz com os dizeres “Bolsonaro genocida”.
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Também professora de direito internacional da USP, Maristela Basso concorda. “Quando o Felipe Neto diz ele é um genocida ele quer dizer que é um homem que tem condições sim de entender as consequências dos seus atos. Mesmo assim, ele nega e ao negar ele deixa que isso aconteça. Ao deixar que isso aconteça, por uma omissão, ele tem levado sim à morte milhares de pessoas.”
