Piloto do real digital exclui startups ‘criptonativas’ sem acesso a rede do BC
Empresas nativas da criptoeconomia têm mais experiência do que os bancos nos serviços financeiros envolvendo ativos digitais
Por Toni Sciarretta — De São Paulo
O piloto do real digital, que entrará em teste a partir de maio, terá a participação apenas de bancos e de instituições financeiras reguladas e com acesso aos sistemas do Banco Central (BC). As regras, divulgadas ontem, geraram desconforto entre startups “criptonativas” que estão fora do Sistema Financeiro Nacional (SFN), mas que têm mais experiência do que os bancos nos serviços financeiros envolvendo ativos digitais.
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Para Isac Costa, sócio do Warde Advogados e professor do Ibmec e do Insper, a escolha de uma solução descentralizada para o real digital é acompanhada de restrições que revelam a preocupação de priorizar a moeda brasileira e o protagonismo de quem já está conectado ao sistema de pagamentos, colocando em segundo plano as empresas nativas da criptoeconomia.
“Devemos ter lucidez de que o projeto está mais para uma ‘vacina’ contra criptoativos privados do que para a promoção de sua adoção em massa.”
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