
Investigadores preveem lentidão em apurações
Decisão do presidente do STF ainda é provisória
Por André Guilherme Vieira — De São Paulo
Investigações sobre corrupção e lavagem de dinheiro ficarão mais lentas e tendem a sobrecarregar o Judiciário, caso prevaleça o entendimento do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, de que o Ministério Público não pode requisitar informações financeiras diretamente aos órgãos de controle sem que exista apuração prévia sobre os suspeitos.
“O ministro Toffoli foi bastante claro quando definiu os limites de sua decisão. O que ele não permite é que seja transmitida uma informação detalhada sobre a movimentação financeira. O sigilo não pode ser levantado, senão por ordem judicial. Mas informar as autoridades persecutórias de que existiu algo estranho, isso sem dúvida alguma poderá ocorrer”, afirma o advogado Daniel Gerber, mestre em direito penal e processual, professor da PUC do Rio Grande do Sul.
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