
Ferramentas de Inteligência Artificial otimizam diversas rotinas em escritórios de advocacia
O uso da IA Generativa nos diferentes setores da economia é incontestavelmente um caminho sem volta. Na área jurídica, por se tratar de uma das que mais demandam rapidez na análise de documentos e em outras tarefas, com garantia de segurança, não seria diferente.
Segundo relatório da OAB-SP, Jusbrasil, Trybe e ITS-Rio, publicado em fevereiro de 2025, 55,1% dos advogados utilizam IA jurídica regularmente, 28,8% afirmam não usar e 16,1% o fazem esporadicamente.
Para reforçar a proteção dos dados, entre outras prioridades, o escritório Pellegrina & Monteiro Advocacia, de São Paulo, adotou ferramentas de Inteligência Artificial no modelo “Enterprise”, garantindo que buscas e análises sejam feitas apenas a partir de documentos internos, sem acesso público ou compartilhamento externo.
Segundo Michel Berruezo, Diretor de Estratégias e Legal Counsel do escritório, essa abordagem reduz riscos de sigilo e aumenta a precisão das informações jurídicas, evitando “alucinações” comuns em IAs abertas.
A IA é integrada ao workflow do escritório (“Agentic AI”), realizando leitura e extração de dados de documentos como atas de audiência e sentenças. Após testes, a ferramenta apresentou quase 80% de acerto, processando grupos de 50 documentos em pouco mais de dois minutos.
“A expectativa é de que a ferramenta seja integrada ao fluxo de revisões da banca, não substituindo advogados e estagiários, mas sim atuando em demandas repetitivas, com extração e consolidação de dados e informações, para posterior análise, validação e valoração por um ser humano”, detalha o diretor.
Gestão de tempo e pesquisas
De seu lado, o Costa Tavares Paes Advogados tem se valido da IA para gestão de tempo em suas tarefas repetitivas, pesquisas em geral, leitura, resumo e elaboração de documentos.
O escritório foi o primeiro a utilizar a ferramenta Ask IManage, mas emprega também o CoPilot, da Microsoft. O Ask IManage está sendo implementado na base de dados e conhecimento do CTP, gerenciando todos os documentos do escritório. A ideia tem sido fazer a ferramenta se comunicar com o CoPilot, personalizando a experiência da banca.
Neste momento, o Costa Tavares Paes tem duas equipes fazendo testes com ferramentas de IA com vistas a integrar toda a base de conhecimento (biblioteca de obras, de documentos, de opiniões legais etc.) nas soluções que escolheram utilizar.
“A IA ajuda na avaliação das evidências, ao permitir a leitura de grande quantidade de documentos em pouco tempo e ao evitar eventuais falhas de atenção na busca das evidências”, diz Maria Cibele Crepaldi Santos, sócia do banca.
Confira a notícia original no site do Law Innovation
