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Grandes recuperações ultrapassam R$ 100 bi em 2023

Grandes recuperações ultrapassam R$ 100 bi em 2023

O número de pedidos de recuperação judicial no país cresceu 43,1% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2022

 

Por Rodrigo Carro — Do Rio

15/05/2023 05h00  Atualizado há 2 horas

Os primeiros cinco meses do ano foram marcados por uma sucessão de pedidos de recuperação judicial de grandes empresas em setores diversos como varejo, telecomunicações, bebidas e energia, entre outros. Somadas, Americanas, Oi, Cervejaria Petrópolis e Light requisitaram à Justiça proteção contra a cobrança de dívidas que totalizam mais de R$ 100 bilhões – as três primeiras já tiveram seu pleito atendido. Especialistas jurídicos concordam a respeito do impacto de fatores como as taxas de juros e os ciclos econômicos sobre o número de pedidos de recuperação judicial. Mas destacam também que os desdobramentos de casos emblemáticos – como os da Americanas e da Light – podem interferir no ritmo e no formato de novos pedidos.

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Sócio-fundador e diretor da área de recuperação de crédito bancário estratégico do escritório Medina Guimarães Advogados, Rafael Guimarães enxerga uma aceleração neste ano dos pedidos de recuperação judicial feitos por grandes empresas. “No nosso escritório, […] a frequência dessas recuperações judiciais está quase o dobro do que estava no ano passado, no período de fevereiro a maio”, exemplifica o advogado.

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Para o diretor da área de contencioso empresarial cível, recuperação de empresas e arbitragem do escritório DSA Advogados, Renato Leopoldo e Silva, preservar a qualquer custo a continuidade das operações de uma empresa em recuperação judicial pode gerar um fardo para a sociedade. Manter a empresa “respirando por aparelhos” pode encarecer o crédito para ela própria e para outras companhias do setor, exemplifica Silva. Além disso, a cadeia de fornecedores da empresa em dificuldade tende a minguar e até quebrar se as dívidas incluídas na recuperação judicial não forem quitadas de forma satisfatória.

Confira a íntegra no Valor Econômico 


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