Registro de candidaturas para vereador aumentam 52% em SP

Pedidos de registro de candidaturas para o cargo de vereador aumentam 52% na cidade de SP

Se a Justiça Eleitoral homologar todos os pedidos, disputa será de 35 candidatos para cada uma das 55 cadeiras do legislativo municipal; eleição acontece no dia 15 de novembro.

 Por Bárbara Muniz Vieira e Vivian Souza*, G1 SP — São Paulo

 23/09/2020 06h00  Atualizado há 2 horas

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu, até esta terça-feira (22), 1.927 pedidos de registro de candidatura a vereador para o município de São Paulo, número 51,8% maior do que nas eleições de 2016, quando 1.269 candidatos se registraram.

Com isso, São Paulo tem neste ano 35 candidatos para cada uma das 55 cadeiras da Câmara Municipal.

O número de candidatos ainda pode mudar, já que a Justiça Eleitoral precisa aprovar o registro das candidaturas e pode haver desistências, como ocorrem todos os anos. Em 2016, foram impugnados 675 dos 1.269 pedidos de registro de candidatura para o cargo de vereador.

Nas eleições deste ano já estão proibidas as coligações para eleger vereadores. A regra mudou a partir de uma emenda constitucional de 2017 e agora os partidos não podem fazer alianças para aumentar suas chances de conseguir vagas nas câmaras municipais.

Também houve aumento no número de mulheres que registraram candidatura. Em 2016 , eram 393, ou 31% do total, contra 688 registros de candidatas mulheres em 2020, ou 35% do total.

De acordo com o cientista político e especialista em direito público, Marcus Vinícius Macedo Pessanha, o aumento da participação feminina nas eleições é resultado de uma trajetória bem longa de avanços que deve se consolidar.

“Esse número maior de mulheres se candidatando é resultado de uma luta que vem sido construída há um bom tempo, seja na conquista do direito ao voto, à liberdade sexual, a leis como a Maria da Penha e à discussão sobre equidade salarial, direitos que vêm sendo conquistados. A tendência é a de que a participação feminina na política venha a se consolidar e a aumentar ainda mais. É uma vitória. Não se trata de um ponto de chegada e nem de partida, mas mais uma parte de uma trajetória que vem sendo batalhada com muito sacrifício, argumentação e à custa de sangue”, afirma Pessanha.

A presença masculina ainda é majoritária na Câmara Municipal. Em 2016, foram eleitos 44 vereadores homens e apenas 11 mulheres.

No dia 15 de novembro, a população escolhe nas urnas o prefeito que vai governar a cidade pelos próximos quatro anos, e também os vereadores que fiscalizam o trabalho da Prefeitura e fazem as leis que afetam o cotidiano na capital paulista.

Mais candidatos

Além do aumento da presença feminina, o aumento de 51,4% de registros de candidaturas também é considerável. Para Pessanha, o crescimento do interesse da população pela política tem relação direta com a polarização política atual.

“Hoje é mais fácil encontrarmos uma conversa sobre a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) em uma padaria do que uma conversa sobre a escalação da seleção brasileira. A hiperdisponibilidade de acesso à informação que veio com a ampliação do uso das redes sociais e da internet faz com que a quantidade de participantes dos debates dos grandes temas aumente. A qualidade dos debates pode ser posta em cheque, claro, mas a disseminação de ideias antidemocráticas e de interpretações equivocadas de conceitos caros ao nosso patamar civilizatório, como direitos humanos e democracia, são prejudiciais à sociedade”, afirma.

O salário também pode ser um atrativo para os candidatos. O salário padrão (bruto) de cada vereador é de R$ 18.991,68. Com descontos de INSS e IRRF, o valor líquido cai para R$ 14.172,63 mensais.

Além disso, normalmente cada vereador dispõe de uma verba anual gabinete de até R$ 310.612,56 (média mensal de R$ 25.884,38). Ela é destinada ao custeio de serviços gráficos, correios, assinaturas de jornais, deslocamentos pela cidade e materiais de escritório, entre outras despesas.

Desde 1º de maio, porém, houve redução de 30% tanto no salário dos vereadores quanto na verba de gabinete por causa da pandemia de coronavírus.

*sob supervisão de Cíntia Acayaba

Portal: G1


Posts relecionados

Advogados comemoram implementação da “teimosinha”

Novidade promete melhorar o bloqueio judicial de valores de devedores e garantir maior...

Confaz diz que redução de incentivos federais não afeta subvenção de ICMS

Confaz publicou Convênio que permite que os Estados não cancelem subvenções de ICMS...

Fale conosco

Endereço
Rua Wisard, 23 – Vila Madalena
São Paulo/SP
Contatos

(11) 3093 2021
(11) 974 013 478